Publicado por Guilherme O. M. S. Flores em 10/07/2009
A revista The Economist, da Inglaterra, publicou um artigo chamado “House of Horrors” – Casa dos Horrores – na edição desta sexta-feira. O tema: escândalos no Senado brasileiro e o posicionamento do presidente Lula nesta e em outras crises.
No artigo é afirmado que esta crise no Senado é um lembrete dos constantes escândalos em que se envolvem aliados do presidente e da “disposição de Lula em fechar os olhos para escândalos quando lhe convém”. Algo que já não deveria ser novidade para nenhum brasileiro, pois esta foi a postura de Lula em repetidas ocasiões em que algum de seus homens de confiança se envolvia em algum “probleminha”.
A postura de Lula com relação a permanência de José Sarney na presidência do Senado é ridícula. Até a bancada do PT recomenda o afastamento do senador, e Lula segue apoiando obviamente por interesses pessoais/políticos. Além disso, considero esta intervenção do presidente da República uma atitude que vai contra a democracia, pois cada poder deve ter suas próprias decisões e sua autonomia.
O nome de Sarney segue pipocando em diferentes escândalos, e não é culpa da “imprensa”, como dizem. Esta vitimização de criminosos já passou dos limites no Brasil, um país onde políticos cometem crimes, seguem impunes e ainda são considerados “vítimas” por terem seus nomes expostos. Certo então, feio não é cometer atos ilícitos, mas denunciá-los é. É por isso que o Brasil está na situação que está – porque ainda existem pessoas que sustentam este tipo de argumento.
E convenhamos, Sarney é um dinossauro que já deveria ter sido extinto da política brasileira.